Apenas para lembrar o que vimos no post anterior sobre arquitetura Web, existem as duas pontas da aplicação: o back-end e o frond-end e uma troca de mensagens entre eles.
Entre essas duas camadas, há um padrão que é a forma que eles trocam essa mensagem. Quando o cliente fala com o server, temos o protocolo HTTP, o method diz algo como por exemplo “servidor, altere algo no servidor” (POST), mas temos outros tipos como Delete, Get, Put, etc. Há algum tempo, usávamos bastante o POST e o GET, que seria um formulário com POST ou um link com o GET (praticamente não usávamos os outros dois) mas com o tempo a aplicação foi evoluindo até que chegou em um ponto que começou a voltar um padrão para não precisarmos mais passar informação na URL que estamos chamando, pois o método já faz isso. Antigamente era comum, por exemplo, fazer um Script que se chamava usuários/save. Este save acaba não precisando ser assim, pois o POST já era feito para isso, com isso estávamos sendo redundantes. Assim, começamos a adotar um padrão chamado RESTful
O que é o RESTful?
Basicamente seria usarmos estes métodos de uma forma que ele já indique que tipo de alteração queremos fazer no servidor, por exemplo: POST(enviar dados) para /users, o back-end irá entender que queremos criar um usuário novo; GET no /users ele nos passará todos os users; GET em /users/tulio, quero apenas o usuário especifico; PUT (também submetemos dados para lá) e dizemos que queremos alterar os dados do user/tulio. Com isso, ficou muito mais simples, pois não precisamos, por exemplo, passar na URL que tipo de operação queremos fazer, simplesmente fazemos no método. E com a evolução dos navegadores e a chegada de novos frameworks, conseguimos construir uma forma de comunicação que chamamos então de RESTful, conseguindo usar todos os métodos da especificação HTTP para essa comunicação entre front-end e back-end. Graças ao HTTP e algumas padronizações que temos na comunicação, a internet é o que é hoje, pois sem padronização não teríamos comunicação, já que cada um faria seu próprio padrão.
Curta o DevPleno no Facebook, inscreva-se no canal e não se esqueça de cadastrar seu e-mail para não perder as novidades. Ah, fique à vontade para deixar suas dúvidas e sugestões nos comentários. Abraço!
Mestre em Sistemas de Informação pela USP e criador do DevPleno. Iniciou sua carreira como professor com apenas 18 anos em um curso técnico, foram 11 anos em sala de aula formando desenvolvedores fullstack no sul de Minas Gerais.