Carlos Drury e Thiago Coelho fazem parte do GDG Vale da Eletrônica. Essa entrevista aconteceu durante um evento organizado por eles no Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí.
O Carlos é desenvolvedor JavaScript e atualmente trabalha no INATEL, em um projeto da Ericsson, uma das empresas que o INATEL presta serviço.
O Thiago é especialista em JavaScript e trabalha no INATEL com desenvolvimento WEB. Tem experiência de mais de 10 anos em São Paulo e hoje atua em um projeto chamado OSS da Ericcsson.
O Vale da Eletrônica é uma região que tem muita empresa tecnológica que atende clientes gigantescos lá fora e em projetos totalmente distintos, e o mais bacana é que não é em um grande centro, então temos uma certa facilidade de ter esses eventos contando com gente que tem atuação internacional e de grande porte.
O que é o GDG (Grupo de Desenvolvedores Google) em si de maneira geral?
Carlos Drury: “O GDG surge através de uma comunidade de desenvolvedores dentro de uma localidade, geralmente são desenvolvedores que têm interesse em difundir conhecimento ou aumentar seu network, com isso o Google libera algum material e suporte para esses grupos, onde podemos ter esses materiais para ministrar palestras e convidar alguns palestrantes. Lembrando que o GDG é aberto para todos.”
Existem outros GDG’s espalhados, eu gostaria de saber como uma pessoa pode participar de um GDG específico, se existe uma formalização do seu membro e quais as desvantagens de participar do GDG como um participante comum?
Carlos Drury: “Uma pessoa que quer se envolver com o GDG pode primeiramente ir no site do Google de diretórios de group developers tool e lá ela consegue encontrar um GDG mais próximo. O benefício para a pessoa que participa do GDG é a forma de compartilhar conhecimento, o GDG não está aqui para ganhar dinheiro, nem promover uma pessoa e sim para ajudar projetos.”
Uma coisa que eu queria ressaltar é toda vez que eu participo de um evento eu aprendo até mais do que eu ensino ou compartilho. Toda vez que me preparo para um evento, a minha preparação é um estudo muito grande. Como vocês estão integrados em vários projetos grandes e têm a qualidade de vida do desenvolvedor em um lugar que não é em um grande centro, o crescimento demora um pouco para chegar, porém com uma vantagem que economizamos tempo (em 10 minutos estamos na academia, em cidades vizinhas estamos a vinte minutos), então se você fosse dar uma dica de carreira, independente se é de cidade grande ou em uma cidade do interior, qual seria?
Carlos Drury: “Minha primeira dica é a pessoa ser pró-ativa, procurar saber sobre assuntos que interessam, tecnologias que ela quer aprender. Uma segunda indiscutivelmente é o Inglês, hoje é fundamental para se comunicar com pessoas do mundo inteiro e até mesmo entender novas ferramentas disponíveis no mercado. O mais importante para mim, para conseguir o emprego que tive hoje foi o intercâmbio.”
Thiago Coelho: “Como tinha dito antes, eu vim de São Paulo, sou formado pela FAI, tenho cursos técnicos em Pouso Alegre, minha paixão por desenvolvimento começou no SENAI e no IMPETTECC que foi onde eu tive o primeiro contato com tecnologia em si, quando eu comecei a fazer faculdade, o mundo era Desktop e JAVA, nesse momento eu estava começando a aprender um pouco de PHP, HTML e JavaScript, na época eu enxerguei um nicho muito grande nessas tecnologias. Trabalhei na faculdade por 4 anos na parte de desenvolvimento WEB, nessa época eu decidi ir para São Paulo pelo fator oportunidade. Mas como você disse, hoje a vida no interior tem uma qualidade de vida muito melhor, por isso eu voltei. Agora em termo de carreira, uma dica que eu posso dar para as pessoas é o Inglês, no meu caso para entrar na INATEL eu deveria ter o inglês, o que me salvou foi o JavaScript, meu conhecimento é avançado em JavaScript, mas não sou muito avançado em inglês.”
Para complementar uma informação, estávamos conversando anteriormente, o inglês é o que mata, porque a gente acha que tem o inglês, mas quando está em uma chamada onde tem um indiano, um alemão e um argentino é muito complicado conversar com o pessoal. Então o inglês as vezes atrapalha a gente a conseguir algo melhor na carreira. Eu tive o mesmo teto que o Thiago teve, os clientes que eu tinha cheguei no meu limite de testar e enfrentar desafios, foi quando eu comecei a tentar coisas fora e eu não sabia inglês, o que me salvou também foi o conhecimento técnico. Enfim, Obrigado pela participação de vocês e por me receberem, sempre que puder eu vou convidar vocês para compartilhar conhecimento porque é algo muito válido.
Confira o video:
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Mestre em Sistemas de Informação pela USP e criador do DevPleno. Iniciou sua carreira como professor com apenas 18 anos em um curso técnico, foram 11 anos em sala de aula formando desenvolvedores fullstack no sul de Minas Gerais.